HISTORY

1946, um motor pequeno para rádio-amadores se transformou numa ferramenta útil na vida das pessoas.
Se eu vir pessoa com necessidade, não posso ignorá-la.
Tornarei as vidas das pessoas um pouco mais fáceis.
Centralizado no benefício ao ser humano, espero que a tecnologia seja útil à vida das pessoas.
Desta forma, nascem vários produtos Honda Power.

Anos iniciais

Principalmente a bicicleta naquela época era um bem valioso de locomoção para o trabalho e para a vida diária.

O fundador da Honda, Soichiro Honda, nasceu em 1906, na Vila Komyo, distrito de Iwata, Província de Shizuoka (atual cidade de Hamamatsu). Filho mais velho de um ferreiro, em 1922, Soichiro Honda, prestes a concluir o ensino fundamental avançado, consegue um emprego numa oficina automotiva em Tóquio (ART. Shokai – Automobile Service Station), e, em 1928, autorizado a abrir uma filial, inaugura sua própria oficina na cidade de Hamamatsu. Posteriormente, entrega a oficina a seu discípulo e funda a indústria pesada Tokai Seiki tornando-se presidente em 1936.

Bicicleta com motor auxiliar para bicicletas.

Em 1946, logo após o fim da guerra, fundou o “Instituto Honda de Pesquisa Tecnológica” para “focar na fabricação e pesquisa de motores de combustão interna e dispositivos (máquinas e ferramentas) mecânicos”. E no mesmo ano, depara acidentalmente com um motor de pequeno porte que o exército estava usando como gerador de rádio comunicador.

Não demorou muito para Souichiro ter a ideia de “usar isso como uma potência auxiliar para as bicicletas”.

Começou logo os testes. Seu brilho no olhar mudou e Soichiro mergulhou-se dedicando todo seu tempo na adaptação do motor.

Um belo dia, Soichiro voltou para casa com um protótipo da bicicleta motorizada e pediu à sua esposa para testar o funcionamento. A esposa, como iria percorrer a rua principal lotada de pessoas, vestiu a calça mais bonita e foi andar. O primeiro piloto de teste feminino na história da Honda foi a sua esposa.

Quando voltou depois de andar nela por um tempo, a sua melhor calça estava toda suja de óleo. A causa pela qual se sujava era o retorno do óleo misto vindo do carburador. “Assim não dá, você será ralhado pelos clientes que comprarem”, disse a esposa, e cuja opinião incorporada, no momento de comercialização o problema estava devidamente melhorado.

O motor auxiliar para bicicletas rapidamente se tornou a grande sensação apenas por boca a boca. Pelos rumores chegam a Hamamatsu compradores de grandes cidades como Nagoya, Osaka e Tóquio. No entanto, pelo fato de o estoque de motor para gerador de energia de rádio comunicador ter esgotado, passou a se dedicar no desenvolvimento de seu próprio motor auxiliar para bicicletas. Em 1947, começou a vender o primeiro produto original da Honda, o “Honda A-Type”. O motor que corria mesmo com combustíveis de baixa qualidade para segurar o preço obteve muitos apoios.

Realização de corrida de longo percurso com tipo-A e motores auxiliares para bicicleta.

Assim se estabeleceu uma pequena fábrica na pequena cidade de Hamamatsu, com um capital de 1 milhão de ienes, 34 empregados, e tendo como principal produto o motor auxiliar para bicicleta. Essa empresa é nada menos que a atual HONDA.

Planta de Yamashita, local onde se produzia o Honda tipo-A.

Tipo-A montado na planta Noguchi, na cidade de Hamamatsu.

Em 1952, quarto ano após a fundação de Honda Motors, lançou-se o modelo “Cub F”, com metade do peso do convencional e com desempenho de condução melhorado. Com tanque branco e detalhe vermelho, o design do modelo “Cub F” também era inovador.

Cub tipo-F embalado numa caixa especial para envio.

Cub tipo-F se torna familiar a todos.

O “Cub F”, que era possível ser instalado mesmo na loja de bicicletas que nunca havia lidado com motores, foi vendido em cerca de 13.000l lojas de bicicletas de todo o país e espalhou-se pelo Japão afora.

Em 1951, Soichiro divulgou no boletim informativo o princípio dos “três prazeres”, “o prazer de desenvolver, o prazer de vender, e o prazer de comprar”, e isso permanece até hoje como a filosofia básica da Honda.

“Se eu vir pessoa com necessidade, n posso ignorá-la” “Quero proporcionar por mínimo que seja comodidade às pessoas” “Sempre centrado no ser humano, gostaria de ajudar a vida das pessoas com tecnologia” Os produtos de propósitos gerais da Honda, como motocultivadores, cortador de gramas, geradores, bombas, etc., que foram sendo criados incessantemente, pelos quais querendo que as pessoas ficassem felizes ao proporcionar redução de trabalho por meio de tecnologia, foram incorporando-se às vidas das pessoas.

(Fonte de referência: “História dos 50 anos de desafio” Honda Motor Co. Ltda.)

De 1950 a 1960

A princípio dos anos 50, o Japão passava gradualmente da confusão do final da guerra para a restauração. No entanto, questões, tais como o aumento da produção de alimentos e a melhoria na infraestrutura se acumulavam. Em meio a isso, Honda sente-se persuadido pelos motores auxiliares para bicicleta. Um motor que, apesar de pequeno, contribuia para a sociedade.

Sob tais circunstâncias, com a popularização dos motores tipo-A e Cub tipo-F, Honda recebe uma consulta de um fabricante de máquinas agrícolas pequenas: “Queremos um motor pequeno para pulverizadores costais”.

Pulverizador costal com motor tipo-H.

Em resposta a esta consulta, trabalhamos num motor pequeno de 2 tempos, completando-o em 1952, e em 1953, Honda lança o primeiro motor de propósito geral. Este motor foi chamado “tipo-H”. Sua potência era de um cavalo de força e buscamos reduzir o tamanho e o peso mediante o uso inovador para aquela época, da fundição de alumínio, destacando-se também pela durabilidade. Desta forma, reduzimos o trabalho pesado dos agricultores com o motor que podia ser utilizado tanto em pulverizadores costais como em bombas d'água.

O primeiro motor tipo-T de propósito geral de 4 tempos de Honda.

O compacto e leve motor “tipo -H” ganhou popularidade. No entanto, recebemos solicitações para melhorar o rendimento inicial, silêncio e manutenibilidade por parte das pessoas que utilizaram o motor. Além de outras vozes que desejavam mais facilidade de manejo e um produto mais resistente às sujeiras. Honda, então, fabricou um motor de 4 tempos tipo-T com 2,5 cavalos de força, dois anos mais tarde em 1954. Quanto ao rendimento, era forte e resistente em baixa velocidade, com alta revolução e potência, realizando com flexibilidade os propósitos de uso da máquina agrícola na qual seria instalado.

Declaração de participação na corrida de TT da Ilha de Man, no Reino Unido.

Em 1954, depois do lançamento do tipo-T, Honda anunciou sua participação na corrida TT da Ilha Britânica de Man. Além de desafiar o mundo: “Reunamos toda a força de Honda Motor Corporation e conquistemos uma coroa”, e com vista para o futuro do Japão, diz: “Nossa missão é iluminar a indústria japonesa”.

O motor de propósito geral de Honda passou a ser utilizado amplamente, desde seu uso na agricultura e construção até nos lares em geral, e gradualmente muda também o ambiente que rodea o motor de propósito geral, requerendo cada vez mais, motores com maior potência. Paralelamente a esta demanda, havia a oportunidade de demonstrar também as habilidades de desenvolvimento técnico de Honda, tais como a supressão do calor de escape do motor, mantendo o silêncio e a baixa vibração.

Motor tipo-VN com potência aumentada.

Soichiro Honda testando um motocultivador com motor tipo-VN instalado.

1958 - 4 anos depois do lançamento do tipo-T. Como uma potente fonte de energia de uso geral que se adapta à mecanização da agricultura e a crescente eficiência da indústria da construção, Honda começa a vender o motor da série VN, (tipo VNC/VND) de luxo e alto rendimento, com uma potência máxima de 5 cavalos de força. Justo neste ano, lança o Super Cub de duas rodas, convertendo-se num marco da fundação de Honda a um período de avanço. E sempre com o pensamento: “Quero proporcionar produtos mais úteis”, “Quero entregar produtos mais práticos”, Honda, que começou com motores auxiliares para bicicletas tipo-A e Cub tipo-F, passa a desenvolver motores pequenos um atrás de outro, como o “tipo-H” e “tipo-T”, mas ainda não estava satisfeito somente com o fornecimento de motores.

No final da década de 50, havia cerca de 6 milhões de agricultores no Japão, e dentre eles, aproximadamente 6% possuiam um motocultivador. Era uma época onde diziam: “Estamos num mundo onde o casamento nas zonas rurais é determinado por se ter ou não um motocultivador”. Para atender a essa situação, Honda se empreende no desenvolvimento de produtos acabados que utilizam motores pequenos. Começa com um prototipo de um motocultivador com motor “tipo VNC”. E desta maneira, o desenvolvimento e pesquisa de Honda entra na década de 60 para o campo de “motocultivadores” e “geradores” como produtos próprios que utilizam o motor de propósito geral.

De 1960 a 1970

A meados dos anos 50, como sustentadores do rápido crescimento econômico, os jovens trabalhadores de 20 a 30 anos migram para as grandes cidades, e a zona rural perde sua mão de obra. As famílias agrícolas passam a ser compostas principalmente por mulheres e idosos. Considerando esta situação, Honda trabalha no desenvolvimento de motocultivadores que possam ser manejados facilmente por mulheres e idosos. Baseado no conceito: “Façamos algo inovador inexistente no mundo”, “Façamos algo futurista que se antecipa 10 anos no tempo”, em 1959, Honda lançou o“F150”, o primeiro motocultivador da empresa.

A série F150 causa uma grande sensação na zona rural.

Em contraste com os motocultivadores convencionais, o “F150” era mais compacto, leve e de fácil manejo, e combinava também a funcionalidade e durabilidade que permitia seu uso, inclusive depois de 10 anos. Inclusive no estilo, cobrriu completamente a parte da máquina e adotou uma nova carroceria vermelha. Naquela época, o mercado de motocultivadores se limitava a alguns milhares de unidades por ano, mas o “F150” registrou vendas explosivas assim que foi lançado, e na indústria de equipamentos agrícolas fomos chamados de “Honda, a grande sensação”. A venda de “F150” foi de 20 mil unidades, e continuamos produzindo por 13 anos após repetidas melhorias. Para os agricultores que sofriam de escassez de mão de obra, o pequeno motocultivador vermelho era um modelo inovador que transformava o ambiente de trabalho.

No Japão, depois dos motocultivadores, passamos a desenvolver geradores móveis. A ocasião para isso foi a TV portátil desenvolvida por SONY, que buscava uma fonte de energia que pudesse ser utilizada em qualquer lugar. Assim, Honda, foi elegida dentre outras várias empresas, e começa a desenvolver geradores portáteis. Embora este prototipo não tenha sido comercializado, o know-how deste desenvolvimento foi utilizado mais tarde.

Presença do gerador portátil compacto E300 em todas as cenas.

Em 1965, três anos depois do desenvolvimento do prototipo, Honda lança o pequeno gerador “E300”. Os geradores da época não eram fáceis de serem manejados, mas o “E300” era um gerador portátil vermelho, pequeno, leve e de fácil manejo. Assim, foi desenvolvido no Japão, onde começava a propagação de aparelhos elétricos, uma fonte de energia que poderia ser utilizada facilmente por qualquer pessoa.

Como o trabalho noturno havia aumentado, além do uso profissional para iluminar as obras de construção, o modelo “E300”, por sua comodidade, também foi utilizado como fonte de energia para um eventual corte de energia, e teve uma expansão exponencial como um “gerador pequeno e silencioso que não emitia fumaça” , podendo ser utilizado como fonte de energia para iluminação externa, de barracas de feira, etc.

Na década de 60, Honda ganhou o WGP na modalidade duas rodas, e as exportações de motocicletas também aumentam. Nas quatro rodas, o primeiro carro vendido foi o T360, e Honda entra na Fórmula 1. Os produtos de propósito geral começam a se voltar para o mundo com o lançamento conjunto de motocultivadores e geradores que se convertem no ponto de viragem para a globalização.

Na época, os países do sudeste asiático estavam se desenvolvendo e buscavam fontes de energia baratas e duradouras. Naquele tempo, usava-se motores a diesel ou de 2 tempos, fabricados na Europa e nos EUA, mas Honda avaliou que um motor de 4 tempos com uma excelente resistência poderia ser fornecido.

Os motores de propósito geral da série-G marcam sua presença no Japão e no mundo.

Em 1963, vendemos o compacto e leve motor tipo “G-20”, altamente avaliado, com excelente usabilidade e uma excelente relação custo-rendimento, e o tipo “G-30” que pode ser utilizado para uma ampla gama de aplicações. Apesar de ser um motor de propósito geral razoável para uso prático, as partes importantes relacionadas com a durabilidade e confiabilidade foram desenhadas para serem integradas na vida das pessoas no sudeste asiático, como os motores externos de barcos, geradores e bombas.

Os motocultivadores e geradores de Honda começam a ser exportados para o mundo inteiro, incluindo EUA, países europeus, Austrália e África. Em 1967, os motores de propósito geral e os produtos acabados representaram 70% das exportações totais de Honda.

Em 1968, com a finalidade de responder rapidamente ao crescimento da Divisão de Maquinaria de Propósitos Gerais, Honda muda a uma estrutura mais consistente, e começa a conduzir desde pesquisas, desenvolvimento, planejamento e desenho até produção e vendas. Em 1969, a produção acumulada de produtos de propósito geral superou a cifra de 1 milhão de unidades. A quantidade de produção continuava aumentando, e para atender as diversificadas demandas dos usuários do mundo inteiro, ingressa na década de 70, que foi uma década de expansão, buscando desenvolver uma linha diversificada de produtos.

De 1970 a 1990

Na década de 1960, a economia japonesa teve um crescimento acelerado em razão do chamado Milagre Econômico. A infraestrutura interna do país também avança, e a vida se prospera. Na década de 1970, volta seu olhar para o mercado externo.

A Honda, embora tivesse começado a exportação de Power Products (Produtos de Força) desde 1963, planeja a venda de milhão de unidades (ME - Million Seller Engine) ante ao mercado mundial de motores de propósito geral que na época era em torno de 10 milhões. A Honda, com um volume de produção anual em torno de 200 mil unidades, estabelece um plano para vender um milhão de unidades por ano.

O motor americano dominava cerca de 80% do mercado mundial na época. Valendo-se da vantagem do sistema de produção em massa, o motor americano era barato. Por outro lado, porém, havia problemas como, por exemplo, de durabilidade e de manutenção.

G150

G200

Foi aí que, a Honda, em 1977, iniciou a venda do motor “G150/Modelo200” desenvolvido com base no conceito ME, de atingir a venda de um milhão de unidades. Para o motor “G150/Modelo 200”, emprega novos materiais e novas estruturas mecânica. Era um motor com os pontos fracos dos produtos convencionais superados, com instalação de sistema de interrupção automática do motor na falta de óleo, sistema CDI de ignição livre de manutenção, válvula de descompressão para facilitar a partida, interruptor capaz de parar rapidamente em caso de emergência, entre outras.

O motor “G150/Modelo 200” se popularizou no sudeste asiático como “motor vermelho e branco que vende rapidamente sem a necessidade de dispor na vitrine”, e foi amplamente empregado em produtos como bombas e motores de popa.

Desenvolvido sob a concepção de torná-lo “sucesso de venda”, passou a ser produzido em série e alcançou o objetivo de 1 milhão de unidades por ano em 1982. Ainda que o novo motor baseado no conceito de “milhão de vendas” não passasse de 10% do mercado mundial, obteve êxito em atrair a atenção do mundo para a alta capacidade tecnológica e ao sólido propósito da Honda.

A Honda, em seguida, investe em cortadores de grama para o mercado americano. Entendeu bem as necessidades e desejos dos clientes por meio de minuciosa pesquisa de mercado local. Venceu o desafio com ideias e tecnologia, passando assim a difundir nos Estados Unidos também o princípio que a Honda vinha aplicando até então, o de produzir produtos de alta qualidade, durável e de fácil manuseio.

HR21 considera a segurança, além do rendimento.

E então em 1978, começou a vender o primeiro cortador de grama da Honda, o “HR21”, superando as questões que particularmente havia muita insatisfação, referentes a sistema de partida, nível de ruído e durabilidade.

O “HR21” foi equipado com um dispositivo de segurança revolucionário chamado sistema BBC (Blade Brake Clutch – Embreagem e Freio da Lâmina). Trata-se de um mecanismo que, pressionando a alavanca de embreagem a lâmina de corte gira enquanto o equipamento avança, mas, ao soltá-la trava a rotação da lâmina em 3 segundos. Os consumidores norte-americanos tinham um forte anseio por um dispositivo de segurança, mas devido à alta tecnologia, os produtos existentes na época não possuíam um sistema de segurança. Os cortadores de grama da Honda rapidamente se disseminaram entre as famílias americanas, e o “HR21” da Honda passou a ser um item popular.

O desafio da Honda de desenvolver e vender produtos novos desconhecidos no país desconhecido não se limitou a atender às necessidades e demandas dos consumidores, mas também continuou voluntariamente buscando por evolução. O sistema de segurança (BBC) adotado no “HR21” tornou-se posteriormente um padrão de segurança de cortadores de grama nos Estados Unidos e, pelo qual, como resultado, acabou inclusive se tornando uma grande contribuição social.

O próximo desafio foi desenvolver um motor OEM, ou seja, voltado especificamente para oferecer ao mercado como fabricante de equipamentos originais (OEM). O termo significa basicamente produzir partes que serão utilizados no produto final de outra empresa. A maioria dos motores dos produtos de força eram produtos OEM fornecidos pelos fabricantes de motores. Mas as empresas que compravam os motores OEM, não trocavam de fornecedores sem que houvesse grandes problemas, o que dificultava a entrada no mercado enquanto não introduzisse tecnologia inovadora.

Na década de 1970, em decorrência da crise do petróleo, da regulamentação rigorosa de emissão de gases poluentes nos Estados Unidos, que aprovou a lei de controle da poluição atmosférica, chamado “Muskie Act”, entre outras questões ambientais e uso racional de energia havia se tornado novo desafio. Na divisão de quatro rodas da Honda desenvolve um motor CVCC (Compound Vortex Controlled Combustion – Combustão Controlada de Vortex Composto), e buscando entre essa e outras medidas, como, atender a lei “Muskie Act”, demonstrou sua alta capacidade tecnológica ao mundo.

Tratando-se de motor para uso geral também, A Honda lançou o conceito ZE (Zillion Engine), ideia de “um zilhão de motores”, uma quantidade que representa o infinito, para tornar real um motor ecológico, silencioso, com alto rendimento e baixo consumo de combustível.

A maioria dos motores de propósito geral da época adotava o sistema SV (Side Valve - válvula lateral). No entanto, o sistema OHV (Over Head Valve – válvula no cabeçote) foi mais vantajoso para obter alto rendimento, baixo consumo de combustível, durabilidade, baixo nível de ruído e alta confiabilidade. Por outro lado, porém, havia desvantagens como o aumento do número de peças e consequente aumento do tamanho do sistema OHV. A este sistema OHV a Honda desafia corajosamente.

GX110

GX140

Começou a vender os motores modelos “GX110/GX140” em 1983. Nos modelos “GX110/GX140”, os problemas foram resolvidos com cilindro inclinado e integração de peças. Em todos os aspectos, conseguiu manter o preço igual a do motor convencional e superar no desenvolvimento “não com diferença mínima, mas com diferença avassaladora”.

O motor OHV com cilindro inclinado aplicado no motor de uso geral modelo GX, foi posteriormente adotado por outros fabricantes, tornou-se padrão da indústria de motores OEM, e ainda pode-se dizer que foi um motor que revolucionou o segmento dos motores de propósito geral.

Em 1981, a produção total cumulativa de Produtos de Força atinge 5 milhões de unidades. Ainda que tenha sido 5 milhões de unidades alcançadas em cerca de 30 anos, após quatro anos atingiu 10 milhões de unidades.

Pelo aumento significativo da demanda, a Honda Power Products inicia a operação da fábrica de cortadores de grama nos Estados Unidos em 1984. Na França em 1986, Tailândia em 1987, Austrália em 1988, inclusive passou a produzir na Índia, e a produção no exterior expandiu-se de vez.

Da década de 1970 ao início da década de 1980, a Honda Power Products se lança para um novo mercado mundial. Conquista altos reconhecimentos em todo o mundo pelas ideias flexíveis para o desenvolvimento de produtos inovadores, pelo propósito, pela capacidade tecnológica, e pelas quais a sua alta qualidade e sua durabilidade tornaram-se um novo padrão. Entrando na década de 1990, a Honda, para superar seus próprios obstáculos, e como seu novo desafio, investe audazmente em questões ambientais.

De 1990 a 2010

Entrando na década de 1990, as questões ambientais se tornam centro das atenções em escala global. A Honda, para tornar real a redução de gases poluentes ao padrão mínimo mundial, lançou de forma independente a “e-SPEC”, uma marca que simboliza tecnologias ambientalmente responsáveis, aplicada a motores de propósito geral. Com base no desejo de “preservar a natureza para as próximas gerações”, a marca foi colocada (na época) em todos os motores de propósito geral e Produtos de Força que superaram o índice mínimo da mais severa regulamentação de emissões de gases do mundo, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), como uma prova da realização do desenvolvimento de um motor ambientalmente eficiente, de funcionamento limpo que atende ao padrão mínimo mundial de motores de propósito geral à gasolina.

Em 1997, começa a vender o motor de pequeno porte de 4 tempos Modelo “GX22/31”, o primeiro no mundo que permitiu girar livremente 360 graus. Um motor de 4 tempos capaz de funcionar em todos os ângulos era até então considerado impossível em termos de estrutura mecânica. O motor “GX22/31”, no entanto, tornou real a aplicação de 4 tempos silencioso e ambientalmente eficiente como fonte de energia em ferramentas motorizadas manuais, entre elas, roçadeiras e pulverizadores costais.

GX22

O motor “GX22/31” evoluiu para o motor Modelo “GX25” adotando o sistema OHC (Over Head Camshaft - árvore de comando sobre o cabeçote) em 2002. Mantido o sistema que permite inclinação livre de 360 graus, começou a vender como sendo o motor mais leve do mundo de 4 tempos, pesando apenas 2,78 kg.

GX25

O motor que se tornou padrão do mercado de motores OEM, o motor OHV Modelo “GX” também foi cobrado a sua adequação às exigências ambientais e, em 1977, evoluiu-se para motores da série “GC/GCV”. Ao empregar tecnologias desenvolvidas independentemente, como a primeira correia de sincronização embutida OHC e cilindros em bloco, tornou possível oferecer motores de alto desempenho e com excelente qualidade em termos de economia de combustível a baixo custo para OEM e para o mercado geral.

iGX440

Em 2005, inicia a venda de motores da “Série iGX” de alta potência e alto desempenho para OEM. A “Série iGX”, planejado para ser mais inteligente ao empregar a primeira tecnologia do mundo de controle eletrônico da velocidade rotacional, chamado sistema “STR Governor” (Self-Tuning Regulator governor), tornou-se um motor de última geração que amplia as possibilidades dos motores de propósito geral.

Esses motores da “Série GX/GC/iGX” atendem às regulamentações da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) – Fase 2, que é dito ser o mais severo do mundo, e do Conselho de Recursos Atmosféricos da Califórnia (CARB – California Air Resources Board) – Nível II. A alta capacidade tecnológica da Honda surpreendeu o mundo.

Além disso, juntamente com a mudança de analógico para digital e refinamento dos aparelhos elétricos, “eletricidade com onda limpa” passou a ser cobrado dos geradores portáteis também.

A Honda então começa a vender a nova geração da Série “GENE 21” em 1998. Ao instalar o primeiro inversor de seno controlado por microcomputador do mundo, foi possível fornecer eletricidade de alta qualidade como a utilizada nos lares em geral. E ao mesmo tempo, pela aplicação da tecnologia mais recente, como o sistema Eco-Throttle (que permite a regulagem automática da rotação do motor de acordo com a carga), soluciona questões conflitantes, como alto rendimento e baixo consumo de combustível, e consegue reduzir, além do nível de ruído, o seu peso à metade dos modelos convencionais. Adquiriu-se pela qual reconhecimento como um gerador de nova geração.

Pianta FV200

Em 2009, a Honda repara nos cartuchos de gás que são mais fáceis de comprar, utilizar e armazenar do que gasolina, e lança no mercado o cultivador de pequeno porte “Pianta FV200”. Começa a vender também, em 2010, o gerador a gás “Enepo EU9iGB”.

O “Pianta FV200” é um aparelho voltado para introdução à horta doméstica, e como 90% dos compradores eram pessoas que tiveram contato com máquina de cultivo pela primeira vez, abriu um novo mercado que não havia até então.

O “Enepo EU9iGB” também, embora seja um equipamento de alta potência, simpatizado pelo uso de gás em cartuchos, tornou-se um gerador que se espalhou pelos lares em geral.

Snola i HS1390i

A Honda também inicia a “eletrificação”. O “Snola iHS1390i”, que começou a vender em 2001, é o primeiro removedor de neve híbrido do mundo, sendo que a tarefa de remoção de neve é do motor a gasolina e, introduz, para a movimentação do equipamento, um sistema híbrido. Isso permitiu o controle automático da velocidade na remoção de neve, facilitando o desprendimento da neve para iniciantes e tornou-se uma grande força de trabalho nas áreas nevadas, onde o declínio da natalidade e do envelhecimento da população se avança. Em 2014, começa a vender a máquina de remoção de neve com lâmina elétrica “Yukiosu e” que é de fácil operação, contribuindo, deste modo, para a mecanização de trabalhos de remoção de neve em vielas e ruas comerciais.

LiB-AID E500

Em setembro de 2017, lança no Japão a bateria recarregável “LiB-AID E500” desenvolvida sob novo conceito de “portar eletricidade recarregada”. Está equipado com um único inversor sinusoide que fornece eletricidade de alta qualidade e tem atraído a atenção como fonte de energia portátil que não escolhe o ambiente de uso, como dentro do carro.

Miimo

Tratando-se de cortadores de grama, em 2012, inicia a venda de cortador de grama robô “Miimo” na Europa. Cortador de grama totalmente automático e autorecarregável que funciona simplesmente ajustando a altura da grama. Ao combinar, além de impermeabilidade e menos ruído, funções de segurança como paragem de emergência, permitiu a delegar a tarefa com segurança todos os dias. Pode se dizer que “Miimo” é o primeiro passo no segmento Produtos de Força Honda para o futuro chamado “controle elétrico-computador”.

Motor auxiliar para bicicletas que foi criado numa época em que não havia nada, no imediato após guerra. E os Produtos de Força Honda que começa com o motor “H-Type”. A Honda continuou a evoluir incessantemente introduzindo ideias e tecnologias, tudo para oferecer produtos que sejam um pouco mais eficientes e um pouco mais fáceis de serem manuseados do que há no presente.

Como resultado, a avaliação mundial da Honda hoje naturalmente se refere à alta funcionalidade, durabilidade e fácil manuseio.

O que continua a persistir é senão a ideia de “tornar as pessoas felizes com a tecnologia”. Os Produtos de Força Honda continuarão buscando novas possibilidades com esse pensamento inalterado desde a sua fundação.